Preservar e manter função muscular
Posologia: 1 dose ao dia, ou conforme orientação médica.
Sarcopenia, fragilidade e estados catabólicos
Aplicações clínicas de agentes androgênicos em sarcopenia, fragilidade e estados catabólicos em diferentes perfis de pacientes.
A perda de massa muscular, a redução da força e a deterioração da composição corporal associam-se ao envelhecimento, à deficiência androgênica e a doenças crônicas, com repercussão direta sobre a capacidade funcional, o metabolismo e a qualidade de vida do indivíduo.
Nesses cenários, agentes androgênicos podem ser indicados para restaurar a função anabólica, estimular a síntese proteica e favorecer a recuperação musculoesquelética. Cada fármaco disponível apresenta perfil distinto em potência anabólica, atividade androgênica e tolerabilidade, o que permite individualizar a conduta conforme sexo, intensidade do déficit apresentado pelo paciente e objetivo terapêutico.
Anawalt, 2019
Mecanismo de ação dos agentes androgênicosAtuam por ligação aos receptores androgênicos intracelulares, modulando a expressão gênica relacionada ao metabolismo proteico e à sinalização hormonal. Influenciam a atividade de vias anabólicas e a regulação do eixo androgênico, com impacto direto na homeostase metabólica e na sinalização anabólica. Albano et al., 2021
Interação clínica dos agentes androgênicos Figura 1 · toque para ampliar

Em cenários de hipogonadismo funcional, envelhecimento, doença crônica ou estados catabólicos, a redução da sinalização androgênica compromete força, recuperação muscular e capacidade funcional.
De acordo com Church e colaboradores (2024), em contextos selecionados, agentes androgênicos podem contribuir para restaurar a sinalização anabólica, melhorar a composição corporal e favorecer a recuperação metabólica quando associados a acompanhamento clínico e monitorização adequada. Agentes androgênicos atenuam o declínio da síntese de proteínas musculares relacionado ao envelhecimento.
A utilização de agentes androgênicos exige avaliação individualizada quanto a risco-benefício e acompanhamento clínico periódico. Recomenda-se monitorar perfil lipídico, função hepática, hematócrito e concentração hormonal, além da evolução da composição corporal e da força muscular.
A escolha da molécula deve considerar sexo, severidade do déficit anabólico, presença de comorbidades e risco de virilização, priorizando sempre a menor dose eficaz e mantendo reavaliação terapêutica periódica.
Bonnecaze, O'Connor & Burns, 2021; Albano et al., 2021
A escolha da molécula deve considerar sexo, intensidade do déficit anabólico, perfil metabólico e risco de efeitos androgênicos, priorizando sempre a menor dose eficaz e acompanhamento clínico periódico.
Tabela 1
| Substância e cenário clínico | Indicação principal | Indicação secundária | Cuidados na utilização | Dose usual diária |
|---|---|---|---|---|
| OxandrolonaPerda de massa muscular funcional | Sarcopenia e perda de massa magra. Preferir quando o objetivo é preservar ou recuperar massa muscular. | Fragilidade, recuperação funcional e estados catabólicos leves a moderados. | Monitorar função hepática, perfil lipídico e sinais de virilização. | Masculino: 10–30 mg Feminino: 2,5–10 mg |
| NandrolonaSarcopenia / perda muscular funcional | Sarcopenia, fragilidade e perda de massa magra. Preferir quando o objetivo é recuperar força e funcionalidade. | Estados catabólicos, perda muscular por doença crônica. | Monitorar lipídios e hematócrito. Pode suprimir o eixo hormonal e causar retenção hídrica. | 5 mg |
| OximetolonaCatabolismo intenso | Catabolismo intenso e perda ponderal relevante. Preferir na recuperação de massa muscular, devido a estados catabólicos intensos. | Perda muscular associada a doenças crônicas ou estado de recuperação. | Maior risco hepático. Usar por períodos curtos e monitorar enzimas hepáticas e lipídios. | Masculino: 25–50 mg Feminino: até 10 mg (uso criterioso) |
| MesterolonaHipogonadismo funcional | Hipogonadismo funcional, redução de testosterona livre e sintomas de deficiência androgênica. | Baixa libido, fadiga e redução de vitalidade. | Baixo efeito anabólico. Monitorar perfil hormonal e lipídico. | Masculino: 25–75 mg Feminino: 12,5–25 mg |
| Prasterona (DHEA)Níveis de DHEA reduzidos com fadiga e baixa vitalidade | Perda de massa magra associada ao envelhecimento, menor disposição. | Monitorar parâmetros hormonais (DHEA, testosterona, estradiol). | Evitar excesso devido ao risco de aromatização. | Masculino: 25–50 mg Feminino: 10–25 mg |
| GestrinonaDeficiência androgênica feminina | Sintomas compatíveis com baixa atividade androgênica feminina, baixa libido e fadiga intensa. | Perda de massa magra, baixa disposição ou dor associada à endometriose. | Monitorar perfil lipídico e sinais de virilização. Evitar em gestação. | Mulheres: 0,5–5 mg (transdérmica ou sublingual) |
Posologia: 1 dose ao dia, ou conforme orientação médica.
Posologia: 1 dose ao dia, ou conforme orientação médica.
Preço sugerido para 30 doses.