Visão geral
Atualizações recentes nas diretrizes internacionais reforçam que a SOP é uma condição sistêmica, com repercussões metabólicas e hormonais que vão além da morfologia ovariana. Nesse contexto, este material organiza a abordagem por eixos fisiopatológicos que sustentam a disfunção. O foco terapêutico direciona-se aos mecanismos envolvidos: mio-inositol e D-chiro-inositol favorecem a sinalização insulínica e a função ovulatória, enquanto a coenzima Q10 apoia a síntese bioenergética e contribui para o controle do estresse oxidativo.
Menichini et al., 2022
As vitaminas D e E, em conjunto com curcumina e resveratrol, participam do equilíbrio redox e inflamatório, influenciando a qualidade dos oócitos na SOP.
No hiperandrogenismo, a Serenoa repens e o EGCG podem auxiliar na inibição da 5α-redutase e na redução das manifestações clínicas associadas. A berberina facilita o equilíbrio da função metabólica e a melhora da sensibilidade à insulina.
No eixo intestino–microbiota, probióticos e prebióticos favorecem a homeostase intestinal e podem repercutir positivamente em parâmetros metabólicos associados à SOP.
Gautam et al., 2025
A seleção criteriosa desses ativos permite construir uma base de suporte que contribui para organização cíclica, modulação inflamatório-metabólica e manejo de manifestações cutâneas, sempre em complementaridade à terapêutica farmacológica.
Nessa perspectiva, a suplementação individualizada passa a compor um recurso clínico adicional no cuidado à paciente com SOP, com potencial de impactar sintomas, funcionalidade e qualidade de vida no manejo integrado da SOP.